A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) foi presa, na manhã desta quinta-feira (3), na segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, da Polícia Federal, em um condomínio da Zona Leste de Teresina.
Segundo a PF, há indícios de que a campanha que elegeu a vereadora, em 2024, foi custeada com "recursos ilícitos oriundos de facção criminosa" e "desvios de recursos públicos de uma instituição não governamental".
"A investigação, iniciada após a divulgação dos resultados das Eleições 2024, identificou elementos que apontaram vínculo entre candidata eleita ao cargo de vereadora na capital piauiense e expoente de facção criminosa violenta com grande atuação no estado", informou a polícia.
. A direção estadual do PSB informou que vai se manifestar após ter acesso ao inquérito e estabelecer os devidos processos legais.
A Justiça Eleitoral determinou a suspensão das atividades da ONG Vamos Juntos, fundada por Tatiana, e impediu que a instituição receba qualquer novo aporte de recursos.
Ao todo, duas pessoas foram presas preventivamente. Uma pessoa que tinha um mandado de prisão preventiva em aberto foi presa durante a deflagração da operação.
Três pessoas foram afastadas de suas funções públicas como vereadora e de cargos em comissão na Câmara Municipal de Teresina (CMT), na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e na Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi).
A PF fez buscas e apreensões em três endereços ligados aos suspeitos em Teresina e Timon (MA). O juiz eleitoral proibiu que os investigados afastados frequentem os locais em que trabalhavam e mantenham contato com outros servidores.
Primeira fase da operação
PF faz buscas em instituição fundada por vereadora eleita de Teresina e apreende R$ 100 mil
Arquivo pessoal
Em dezembro de 2024, a instituição Vamos Juntos, fundada pela vereadora, foi alvo de buscas pela PF na primeira fase da Operação Escudo Eleitoral.
O objetivo, segundo a polícia, era apurar "a atuação de facções criminosas no processo eleitoral das eleições municipais de 2024".
Na época, a PF apreendeu R$ 100 mil em espécie na sede da instituição e em outro local. A polícia afirmou que investigava indícios de lavagem de dinheiro e financiamento de campanha eleitoral com recursos de uma organização criminosa.