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THEAcolher da Unimed Teresina oferece terapias especiais para casos de hipersensibilidade de crianças com TEA

Publicada em 02/04/2025 às 09:25h - Jornalista Kaenga

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THEAcolher da Unimed Teresina oferece terapias especiais para casos de hipersensibilidade de crianças com TEA
 (Foto: Reprodução/Redes sociais)



As crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem reagir de maneiras diferentes a sons, luzes, texturas e sabores. As terapias especiais oferecidas no Espaço THEAcolher da Unimed Teresina são essenciais para o desenvolvimento das crianças acolhidas. São profissionais de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia entre outros.

A médica Danusa Alencar, pediatra especialista em neurologia, é cooperada Unimed Teresina e destaca a relação desse transtorno com a hipersensibilidade sensorial. ?O transtorno sensorial é bem característico realmente do espectro autista. Os cinco sentidos ? o tato, o olfato, a audição, a visão e o paladar ? são afetados, não em todos, mas pelo menos em algum deles?, explica a Dra. Danusa Alencar.

Um bom exemplo desse sintoma é a reação a barulhos cotidianos, como o som do liquidificador ou de uma chuva forte, o que pode causar grande desconforto. ?Muitas vezes, é um barulho que para a gente pode ser até agradável, mas nessa criança incomoda. Por exemplo, têm crianças que são muito sensíveis auditivamente: algumas querem silêncio total, enquanto outras precisam de um som ambiente para se sentirem bem. Já algumas realmente se assustam com barulhos que, para nós, são comuns?, comenta a médica.

Mais sobre a sensibilidade da criança com TEA

Segundo a especialista, crianças autistas podem apresentar respostas intensificadas a estímulos do ambiente, o que pode afetar os cinco sentidos ? audição, visão, tato, olfato e paladar ? de diferentes formas. Na alimentação, a seletividade alimentar é outro fator relevante. Algumas crianças só aceitam alimentos de determinadas cores e texturas. Já no tato, podem apresentar aversão a determinadas roupas, etiquetas, areia ou pisos com texturas específicas.

A médica pediatra Danusa Alencar enfatiza a necessidade de um acompanhamento pediátrico desde os primeiros meses de vida. Sinais como a ausência de balbucios e palavras simples, como ?mamãe? e ?papai?, até os 10 meses, podem ser indicativos de atrasos no desenvolvimento da linguagem, um dos aspectos frequentemente associados ao TEA.

O transtorno do espectro autista tem muita relação com a linguagem. Antes de um ano de idade, é difícil perceber sinais porque a criança continua no início da fala. Mas, se ela chega aos oito, nove, dez meses e não fala nem ?mamãe? ou ?papai?, é um alerta para o pediatra?, exemplifica a médica pediatra.

Danusa Alencar, pediatra especialista em neurologia infantil.

Comunicação Unimed Teresina

Para garantir uma melhor qualidade de vida para essas crianças, Dra. Danusa ressalta a importância da estimulação precoce e da participação ativa dos pais, incentivando a interação e o brincar como formas essenciais de desenvolvimento. ?Nós precisamos estimular essas crianças de forma precoce. E o mais importante: nós, pais, precisamos entender que essa criança precisa brincar. Muitas vezes, os pais estão ocupados, trabalhando, e se esquecem de conversar e interagir com a criança, o que é essencial para o seu desenvolvimento?, aconselha a médica Danusa.

Quanto mais cedo forem identificadas as particularidades sensoriais e comportamentais da criança, mais eficaz pode ser o suporte terapêutico, garantindo seu bem-estar e inclusão. ?Às vezes, por exemplo, a comida tem que ser toda branca: arroz, macarrão, batata, frango. Se tiver um feijãozinho, um macarrão colorido, eles não aceitam. A seletividade alimentar é muito restrita dentro do autismo? conclui a pediatra.

O THEAcolher

O Espaço THEAcolher fica no bairro Jóquei Clube, em Teresina.

Comunicação Unimed Teresina

O novo THEAcolher da Unimed Teresina fica no bairro Jóquei Clube: Rua Durvalino Couto, nº 1220, em Teresina, sendo uma expansão do projeto criado em 2023. Os atendimentos são voltados para o público de 0 a 12 anos. Os beneficiários são atendidos por uma equipe multidisciplinar composta por: psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, todos os profissionais possuem experiência e formação em ciência ABA.





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